Valorização imobiliária em Piçarras e Penha: o que os números mostram
- 19 de mai.
- 6 min de leitura
Dados reais de valorização, preço por metro quadrado e perspectivas de mercado para as duas cidades que mais crescem no litoral norte de Santa Catarina.

Quando alguém me pergunta se ainda vale a pena investir em Piçarras ou Penha, minha resposta começa sempre com dados — não com promessas. E os dados, nesse caso, falam por si.
Acompanho o mercado imobiliário do litoral norte de Santa Catarina de perto há anos. Neste artigo, reúno os principais indicadores que qualquer investidor sério deveria conhecer antes de tomar uma decisão nessa região — incluindo os números que nem sempre aparecem nos materiais de incorporadoras.
Desde 2020, o metro quadrado em Piçarras valorizou 57% e em Penha, 55% — ambas superando a média registrada em Balneário Camboriú no mesmo período.
1. O ponto de partida: por que essa região cresceu tanto?
A valorização imobiliária em Piçarras e Penha não é acidente. É o resultado de uma combinação de fatores que raramente se encontra junta em cidades do mesmo porte:
Localização estratégica: BR-101 + Aeroporto de Navegantes a 25 km — acessível para compradores de todo o Brasil.
Praias certificadas: Piçarras tem selo Bandeira Azul há mais de oito anos consecutivos — reconhecimento internacional que valoriza o entorno.
Beto Carrero World: mais de 2 milhões de visitantes por ano em Penha criam demanda permanente por hospedagem e moradia.
Trabalho remoto: a pandemia liberou uma geração de profissionais para morar onde quiserem — e o litoral norte de SC está na lista curta.
Infraestrutura crescente: investimentos em saneamento, orla e mobilidade elevaram o padrão urbano das duas cidades.
Isolado, cada um desses fatores seria relevante. Juntos, criaram um ciclo de valorização que os dados confirmam com clareza.
2. Balneário Piçarras: os números de quem chegou ao top 5 nacional
Preço por metro quadrado
Segundo pesquisa da Brian Inteligência Estratégica para o Sinduscon-Foz do Rio Itajaí, o metro quadrado médio em Piçarras saiu de R$ 13.273 no primeiro semestre de 2024 para R$ 14.455 no início de 2025 — alta de 19,2% em menos de um ano. A variação por tipologia é significativa:
Tipologia | Faixa de preço (m²) | Perfil de comprador |
2 dormitórios | R$ 10.980 | Investidor / temporada |
3 dormitórios | R$ 13.273 (média) | Segunda residência |
4 dormitórios | R$ 18.250 | Alto padrão / moradia |
Fonte: Brian Inteligência Estratégica / Sinduscon, 2024.
Valor Geral de Vendas (VGV)
Só no primeiro semestre de 2024, Piçarras registrou R$ 1,1 bilhão em vendas de imóveis — resultado inédito para a cidade. No acumulado do ano, o VGV total ultrapassou R$ 1,79 bilhão. Para ter dimensão: isso coloca uma cidade de 30 mil habitantes no mesmo patamar de vendas de cidades três ou quatro vezes maiores.
Ranking nacional
O IDI Brasil (Índice de Demanda Imobiliária) de 2025 colocou Piçarras na 5ª posição entre as cidades mais atrativas para o mercado de alto padrão no Brasil — uma das poucas cidades do interior catarinense nesse nível de reconhecimento.
Velocidade de absorção
O estoque disponível de imóveis verticais em Piçarras tem sido absorvido em 6 a 7 meses segundo projeções do setor — e esse prazo vem diminuindo. Empreendimentos de alto padrão como o Palm Springs valorizaram 145% entre o lançamento e a entrega das chaves.
Comparativo regional: em Itapema, o metro quadrado médio está em torno de R$ 14.785. Em Piçarras, ainda há espaço para crescer — com histórico de valorização mais acelerado nos últimos anos.
3. Penha: o mercado que acelerou de forma surpreendente
Crescimento dos lançamentos
Os números de Penha em 2024 chamaram atenção até de quem já acompanha o mercado há anos:
Indicador | 2023 | 2024 | Variação |
Lançamentos verticais (T2) | Base | +569% | ↑ 569% |
Lançamentos verticais (T4) | Base | +413% | ↑ 413% |
Vendas no mesmo período | Base | +322% | ↑ 322% |
Valorização média anual | — | 25% a.a. | Topo SC |
Fonte: Brain Inteligência Estratégica / Sinduscon e Tauf Empreendimentos, 2024.
Preço por metro quadrado em Penha
O metro quadrado em Penha varia entre R$ 11.065 e R$ 17.588, dependendo da tipologia e localização. A valorização média anual chegou a 25% em 2024 — acima de Piçarras e da maioria das cidades do litoral catarinense.
Estoque crítico
Em Penha, a velocidade de absorção é ainda mais expressiva: o estoque disponível no segundo semestre de 2024 era suficiente para apenas dois meses de vendas no ritmo atual. Isso significa que empreendimentos lançados hoje têm alta probabilidade de valorização antes mesmo da entrega.
O IDI Brasil 2025 posicionou Penha em 12º lugar no segmento de médio padrão nacional — mas especialistas apontam que a cidade está em transição clara para produtos de maior valor agregado. Quem entrar agora pega a curva no início.
O Coral Gables, em Penha, valorizou 50% em apenas dois anos após o início das vendas. São casos concretos que ilustram o que os índices gerais confirmam.
4. A comparação que todo investidor deveria fazer
Para contextualizar onde Piçarras e Penha estão no mapa imobiliário de Santa Catarina:
Cidade | M² médio (2024–2025) | Valorização desde 2020 | Destaque |
Balneário Camboriú | R$ 13.911 | Referência histórica | Metro quadrado mais caro do país |
Itapema | R$ 14.785 | Alta consolidada | Valorização acima da média nacional |
Bal. Piçarras | R$ 13.273–14.455 | +57% desde 2020 | 5ª mais atrativa do Brasil (IDI 2025) |
Penha | R$ 11.065–17.588 | +55% desde 2020 | 25% de valorização anual em 2024 |
Barra Velha | Em expansão | Crescimento acelerado | Aposta para médio prazo |
Fontes: FipeZap, Brian Inteligência Estratégica, IDI Brasil, Sinduscon-SC.
O que chama atenção nessa comparação: Piçarras e Penha apresentaram valorização acumulada desde 2020 superior à de Balneário Camboriú — a referência histórica do litoral catarinense — partindo de uma base de preços ainda mais acessível. Isso é exatamente o perfil que investidores experientes buscam: mercado em expansão, com fundamentos sólidos e preço ainda abaixo do potencial.
5. O que esperar nos próximos anos
As projeções para a região são consistentemente positivas entre os analistas do setor. Segundo o Sinduscon-SC, a valorização anual esperada para Piçarras e Penha varia de 8% a 12% — bem acima da média nacional, que ficou em 7,73% em 2024 segundo o FipeZap.
Os fatores que sustentam essa perspectiva:
Infraestrutura em expansão: novos bairros de alto padrão, orla revitalizada e saneamento ampliado continuam elevando o padrão urbano.
Demanda nacional crescente: Piçarras e Penha aparecem cada vez mais em veículos como Forbes, Exame e Veja Negócios — o que amplia o público comprador além das fronteiras regionais.
Oferta controlada: a velocidade de absorção elevada mantém o estoque reduzido, o que sustenta os preços e favorece quem já comprou.
Aeroporto de Navegantes em expansão: mais rotas e maior fluxo de passageiros significam mais potenciais compradores chegando à região todo ano.
6. O que esses números significam na prática para o comprador
Traduzindo os dados acima para decisões concretas:
Para quem quer valorização patrimonial
Comprar na planta em Piçarras ou Penha hoje significa entrar num mercado com histórico de 20% a 40% de valorização até a entrega das chaves — em alguns casos chegando a 145% como no Palm Springs. A janela de preços mais acessíveis em relação a cidades vizinhas ainda existe, mas está se fechando.
Para quem quer renda de aluguel
A combinação de Beto Carrero (demanda o ano todo em Penha) com praias certificadas (demanda de verão intensa em Piçarras) cria um calendário de locação que raramente fica vazio. Especialistas em turismo imobiliário da região estimam que um imóvel bem localizado pode gerar entre R$ 50 mil e R$ 75 mil por ano com aluguel de temporada — dependendo da tipologia e localização.
Para quem quer segunda residência com inteligência financeira
Ter um apartamento que você usa nas temporadas e aluga no restante do ano é, na prática, uma segunda residência que se paga sozinha — e ainda valoriza. Esse modelo é cada vez mais comum entre os clientes que atendo vindos de Curitiba e São Paulo.
Quem comprou em Piçarras em 2020 e manteve o imóvel está, hoje, com uma valorização acumulada de 57% sobre o valor investido — sem contar a renda de aluguel. Esse é o poder de entrar num mercado no momento certo.
7. A pergunta honesta: ainda vale a pena entrar agora?
Essa é a pergunta que mais recebo. E minha resposta honesta é: sim — mas com critério.
O mercado de Piçarras e Penha passou do estágio de 'descoberta' e está em consolidação. Isso significa que os preços já subiram — mas também que os fundamentos são sólidos e o risco de queda brusca é muito menor. Não é mais o mercado especulativo de 2018. É um mercado maduro, com demanda real e infraestrutura que sustenta os preços.
O que mudou em relação a cinco anos atrás: a entrada exige mais capital. O que não mudou: a combinação de qualidade de vida, acesso facilitado e demanda crescente continua gerando valorização acima da média nacional.
Para quem tem horizonte de médio a longo prazo — de 3 a 7 anos — os dados indicam que a região ainda oferece uma das melhores relações entre risco e retorno no mercado imobiliário brasileiro.
Quer entender qual é a melhor oportunidade para o seu perfil?
Sou Rodrigo Torrezan, corretor especializado em lançamentos de alto padrão no litoral norte de Santa Catarina. Trabalho a partir de Curitiba e atendo clientes de todo o Brasil. Se você quer analisar os empreendimentos disponíveis agora em Piçarras e Penha — com dados reais de valorização e sem pressão — fala comigo.
WhatsApp: (41) 99839-1201 | www.torrezan.com.br | CRECI F53597




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